A menina e o pássaro encantado de Ruben Alves

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…
— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…
— Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
— Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres…
— Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…
E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
— Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!
Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

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Tempo de Pipa (Video de Cícero)

Colorir: Mesmo o Cícero falando que o nome Tempo de Pipa veio pelas crianças que brincam muito de pipa no seu bairro, tem uma teoria muito legal:

A Teoria da Pipa : A Teoria da Pipa diz respeito à arte de conquistar um relacionamento e mantê-lo vivo. Resumidamente esta teoria, escrita em 1999, diz que para manter uma relação saudável com outra pessoa, seja uma relação amorosa, seja uma relação de amizade, é necessário o desenvolvimento contínuo do ciclo “estímulo-abandono”. A teoria da Pipa considera que as pessoas dentro de um relacionamento devem tratar o relacionamento como se este fosse uma pipa. Isto significa cumprir o ciclo dar linha, puxar linha, em todas as fases do relacionamento. Dar linha compreende as técnicas de sedução: investir tempo, dinheiro, atenção para conquistar o relacionamento e cuidar ativamente dele. Puxar a linha significa esperar a resposta, dar tempo para o outro assimilar, para o outro sentir falta do estímulo, para o outro corresponder: é deixar fluir e esperar a resposta. Mas há um detalhe importante nesta teoria: a recíproca precisa ser verdadeira. Se não, haverá sempre um desnivelamento de expectativas, chegando, por vezes, a ser confundido com manipulação. Este comportamento mantém viva relação porque desperta uma síndrome de carência mútua de estímulo de forma que os participantes da relação se sentem compelidos a investir tempo no relacionamento.

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Conselho de um velho apaixonado

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Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d’água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado…

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados…

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite…

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela…

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

Carlos Drummond de Andrade.

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El Lenguaje, como todo lo demás, fue Inventado por los Hombres para Seducir a las Mujeres

John Keating: Language was developed for one endeavor, and that is – Mr. Anderson? Come on, are you a man or an amoeba?

[pause]

John Keating: Mr. Perry?

Neil: To communicate.

John Keating: No! To woo women![1]

El Lenguaje, junto con todos los demás productos de la inventiva de los hombres, fue creado para darle una existencia más amena a las mujeres y a los niños. Si completáramos la famosa frase de la feminista antifeminista Camille Paglia –“Si la civilización hubiera quedado en manos de las mujeres, seguiríamos viviendo en chozas”(Paglia, 2006, pág. 77)—ésta quedaría así: “Si el lenguaje hubiera quedado en manos de las mujeres, seguiríamos balbuceando”.

"Los Hombres descubrieron la palabra e inventaron la conversación; las mujeres se inspiraron en la conversación e inventaron los chismes"

“Los Hombres descubrieron la palabra e inventaron la conversación; las mujeres se inspiraron en la conversación e inventaron los chismes”

Quien lea esto en esta época en la que cuestionar el dogma del feminismo es catalogado por la academia como lo que “No es NoRmal” e igualado a conductas como “los acontecimientos de inequidad de género, sexismo y acoso sexual”[2], dirá del autor los peores epítetos y ad hominems antes que contradecir sus argumentos, o su falta de ellos.

Pensar diferente a lo que nos adoctrina el Famimamertismo, No es NoRmal...

Pensar diferente a lo que nos adoctrina el Famimamertismo, No es NoRmal…

Sin embargo, en esta ocasión no hablaré de la corruptora incidencia de ideologías igualitaristas como el feminismo en la sociedad y en el lenguaje sino de cómo el lenguaje fue inventado por los hombres para seducir a las mujeres, una función tan necesaria para el disfrute de la buena vida de hombres y mujeres, pero que lxs feministxs y txdx aquell@s quienes promueven el lenguaje políticamente correcto quieren criminalizar al sublimar el verdadero significado de lo que es “acoso sexual”, despojar a los hombres (heterosexuales, claro) de la expresión lingüística de su atracción hacia las mujeres de IMC normal y tipificar como delito cualquier palabra que denote el interés sexual funcional de un hombre por una mujer.

También hablaré en este texto acerca de cómo este “lenguaje seductor” se diferencia del lenguaje cotidiano (Stern, 1983, pág. Parte 1); cómo puede ser aprendido para alcanzar la proficiencia (Stern, 1983, pág. Parte 5); de diferentes debates alrededor de este (por ej: si hay que mostrar el interés u ocultarlo); y lo que sucederá con el aprendizaje del “lenguaje seductor” como “segunda lengua” de todo hombre normal que quiera tener algún prospecto con el sexo opuesto en el mundo posmoderno.

El Lenguaje Seductor como Segunda Lengua.

El lenguaje, al igual que otras herramientas de los hombres, tiene un propósito. Sin embargo este propósito depende en gran medida del contexto en el que sea usado. Así que puede ser tan contraproducente usar con una compañera de trabajo el mismo lenguaje verbal (estando en la empresa) y no verbal que se emplearía con la novia en la intimidad. No se puede caer en pensar que el “Lenguaje Seductor” es la única herramienta que se tiene para comunicarse con otras personas porque sería lo mismo que utilizar un martillo para ajustar una tuerca. Puede ser útil, pero no es lo idóneo y mucho menos funcional. Si todo lo que tienes es un martillo, cada problema se verá como un clavo[3].

Hay que empezar entendiendo que en la situación del cortejo, hombres y mujeres nos comunicamos de manera diferente a la forma de otros contextos como el profesional y el académico. Esta manera de comunicarnos puede ser tan diferente del L1 (Stern, 1983), del “Lenguaje Nativo” que si un hombre es suertudo y tiene un talento innato sin requerir práctica, sería todo un “natural” y “bilingüe” en el lenguaje venusino.

De hecho, en Los Hombres son de Marte y las Mujeres de Venus (¡yo sé, un libro de autoayuda!) parte de la premisa que Hombres y Mujeres tienen formas de expresarse de maneras diferentes en función a las inherentes diferencias que hay entre los géneros y cómo entender estas diferencias puede ayudar a cimentar mejores relaciones de pareja (Gray, 1992).

Pero más allá de cómo se titule un famoso o/e infame libro[4] con un título cursi de los ochenta y por más que lo quieran negar aquellos que repiten incesantemente eso de que el “género es un constructo social”[5], es un hecho que los cerebros de hombres y mujeres son diferentes[6]. Por tanto nuestras diferencias en el CI, en las aptitudes y preferencias a la hora de elegir profesiones[7], nuestras personalidades[8], nuestra forma de expresar (o no) nuestras emociones y en lo que encontramos atractivo un sexo del otro.

En la Lingüística o el “estudio sistemático del lenguaje” (Stern, 1983, pág. 121) se reconoce la existencia de variedad en el lenguaje tales como los dialectos regionales, los dialectos sociales (“sociolects”, p. 121) o los interlenguajes. El “Lenguaje Seductor”, esa forma de hablar característica utilizada por los sexos cuando están interesados en atraer y seducir al sexo opuesto para generar entre ellos una relación de tipo romántico y/o sexual, entraría en la categoría de los Registros, o sea, “las variedades de un lenguaje de acuerdo a las diferencias en los usos demandados por diferentes situaciones sociales” (Stern, 1983, pág. 125).

 

¿Cómo entender este registro?

La Seducción por más que lo queramos no es magia. No hay una alquímica combinación de palabras que logren alinear a los planetas, abrir piernas y humedecer panties. Puede que sea una ciencia, un juego o un método. Todavía no se sabe y pensarlo demasiado es propio de los keyboard jockeys[9] que se quedan detrás de una pantalla preguntándose qué habría sucedido si lo hubieran intentado.

9786074004465[1]

Desde la antigüedad, los hombres han sido conscientes del poder de la palabra a la hora de encantar a las mujeres. El poeta romano Ovidio en su Ars Amatoria, proporcionó a hombres y mujeres cortos consejos “prácticos” (para la época) de cómo “abrigar la certeza de que todas / pueden ser conquistadas” (Greene, 2001). Todos estos consejos tenían en común el ser artificios. La seducción como artificio.

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Para Baudrillard, el artificio de la seducción trasciende de simples consejos a la hora de conquistar y va más allá su típico significado de diccionario con connotaciones negativas de engaño y  manipulación, hace parte de un estudio del lenguaje en tanto resignifica las relaciones que hay entre los signos, más allá de lo sexual y/o romántico. “Toda estructura se acomoda a la inversión o a la subversión, pero no a la reversión de sus términos. Esta forma reversible es la de la seducción” (Baudrillard, 1989). A pesar de lo cíclica que pueda resultar esta sibilina definición que poco le puede dejar a un estudiante de la seducción, no hay que obviar la importancia de la teoría en la conformación del concepto lo que luego nos sirve para apropiarlo y entenderlo (Stern, 1983).

22038982[1]

El interés por el “Arte de Amar”, como es el título del libro de Erich Fromm, se ha retomado en años recientes en los Estados Unidos de América con la publicación del libro The Game (El Método, en español). En este libro, Neil Strauss introduce a la “comunidad secreta de los maestros de la seducción” y a todos sus personajes: el icónico Mystery, “creador” del Mystery Method y del infame peacocking; Tyler Durden, creador de la hoy infame Real Social Dynamics por todo el lío del “hombre más odiado del mundo”[10], Ross Jeffries, entre otros. Al menos esta comunidad, que data de mínimo unos 30 años, ya no está tan oculta y se ha vuelto en una industria que solo en Estados Unidos mueve miles de millones de dólares al año en seminarios, libros y videoconferencias ofrecidas a hombres que quieren intentan mejorar su suerte con las mujeres.

neil+strauss+the+game[1]

La “Comunidad de la Seducción” al pretender “enseñarle a los hombres cómo hablarle a las mujeres” está llevando a cabo una labor que puede ser problematizada dentro de la pedagogía de las lenguas y de los estudios socioculturales porque proponen que ciertas formas (más específicamente registros, como dije más arriba) del lenguaje (Stern, 1983, pág. 257) se pueden sistematizar en forma de un “Método” para conseguir resultados con las mujeres: su número, un beso, sexo, una relación, etc. Esto sería un estudio de la lingüística con fines románticos o sexuales: estudiar los efectos de los signos verbales y no verbales en las relaciones entre hombres y mujeres con el fin de fortalecer las relaciones eróticas y románticas con ellas.

¿Es posible aprender o enseñar a seducir?

Se han generado diversas posiciones alrededor de si es posible aprender y enseñar a los hombres a atraer a las mujeres a través de hacer cambios en su lenguaje verbal y corporal. Hay posiciones radicales que sostienen que el “game” o la seducción no funcionan porque la atracción está determinada por factores que están casi del control de los hombres, como la estatura, la raza, el estatus socioeconómico o La razón entre cintura y caderas en las mujeres y la razón cintura hombros en los hombres.. Estas posiciones dicen que cualquier “frase enlatada” que un hombre le diga a una mujer no va a cambiar mucho o nada esos primeros tres segundos en que ella sabe si sí o no este hombre se la llevará a la cama.

Contrario a esto, es válido cuestionar si este registro en el lenguaje, o sea esa variación que en función del contexto social en que nos encontramos sufre nuestra forma de hablar, específicamente cuando estamos en frente de la mujer que nos atrae, es algo instintivo, fuera de nuestro control y por tanto innato e invariable que no se puede aprender o si efectivamente sí es posible aprenderlo como cuando se aprende, no un L2 sino el argot de una profesión.

Por ejemplo, dentro de los innumerables foros de la “Comunidad de la Seducción” keyboard jockeys se debaten si es más efectivo un “método indirecto o un método directo” para hablar con las mujeres, o sea si tiene más probabilidad ocultar o ser honesto con las intenciones que se tienen de tener una relación sexual o romántica con una mujer. También se debate sobre el contexto, sobre si es mejor “el juego diurno o el juego nocturno”, conocer mujeres de día o de noche. Todas son preguntas de método, pero también serían preguntas de método de enseñanza de un registro de lenguaje inserto en un contexto de individuos diversos y diversas significaciones de los símbolos que trascienden nuestras relaciones entre los sexos. Preguntas que tal vez no tengan una única respuesta en tanto dependen de tantas circunstancias, incluso de las preferencias de quienes utilizan tal o cual método, tal o cual palabra, tal o cual frase, tal o cual gesto…

Es posible que en un mundo ideal donde todas las variables que parecen estar simultáneamente cuando un hombre y una mujer se comunican con algún fin romántico y/o sexual dejen de importar en el cortejo y se confíe solo en ese 7% que son las palabras, tal vez ahí se sepa finalmente cuál es el grado de influencia que juega exclusivamente el lenguaje en la seducción. Mientras tanto, en el lenguaje corporal y otros indicadores, son los que predominan por sobre el lenguaje de las palabras, pero esto no significa que lo verbal deje de importar, por debajo de lo no verbal.

Es por esto que sin intentar caer en un cientificismo que tal vez sea inalcanzable hasta que se formule o invente un entorno ideal de control en el que el lenguaje sea el único factor de importancia en la seducción; no hay que descardar que sea posible un método porque aunque los seres humanos seamos diferentes como individuos, somos semejantes entre nosotros de muchas otras maneras que tal vez hagan posible encontrar qué es lo que hace posible seducir a tal y tal persona de tales y tales características y con tal y tal subjetividad. Ya en ese momento el Arte de la Seducción se volverá una ciencia social y el estudio de la atracción dejará de estar reservada a los científicos evolucionistas, a la “Comunidad de la Seducción” y a las revistas para mujeres.

Sin embargo, es innegable que si más de una forma en que un hombre o mujer diga las palabras equivocadas con las cuales se genera una reacción desagradable en su interlocutor del sexo opuesto, como por ejemplo una crítica a sus avances románticos y/o sexuales, también debe haber al menos una forma en que un hombre o mujer digan las palabras correctas que generen la reacción positiva con su interlocutor del sexo opuesto traduciéndose, por ejemplo, en una relación sexual y/o romántica. Si se puede hacer mal, debe haber al menos una forma de hacerlo bien. Por lo tanto si se puede enseñar mal, puede enseñarse al menos una forma correcta de conseguir un resultado esperado.

La Seducción como forma de ver el mundo.

Más allá de si un método sirve o no. Hay que reconocer que detrás de la forma en que un hombre “seduce” a una mujer subyacen los pensamientos e ideas que ese hombre tiene del mundo y que dependiendo de la calidad de unos depende la calidad de los otros. Por eso es peligrosa la esquematización que se hace en los medios de comunicación y en la academia que pretenden tipificar como delito la expresión verbal de interés, especialmente sexual, de un hombre heterosexual hacia una mujer.

Cuando un hombre expresa interés en una mujer, en el sentido lingüístico de la frase, él sería el sujeto y ella el objeto. Pero para los feministas, esto constituye algo llamado “objetificación” y es malo porque “se le está quitando a las mujeres su agencia” y se las ve “no como personas, sino como objetos sexuales al servicio de los deseos masculinos”. Hay que tener cuidado porque lo que en un momento dado puede ser considerado como acoso, se amplía a incluir el cortejo y por tanto destruye las relaciones entre los sexos. Es por esto que hay que mirar con lupa los videos “virales” de internet que quieren que veamos instancias de acoso sexual cada vez que un hombre le dice a una mujer no tan atractiva que “buenos días” y que “está muy bonita”[11]. El contexto importa.

#BasedMom no pudo haberlo dicho mejor https://www.youtube.com/watch?v=T2NUk5AFImw

#BasedMom no pudo haberlo dicho mejor https://www.youtube.com/watch?v=T2NUk5AFImw

Esto es porque cuando se diluye el significado del tipo penal de “Acoso Sexual”[12] a lo que sea que una mujer considere que es acoso en un momento dado en el que se sienta acosada, la subjetividad operará en contra de los hombres quienes verán coartada su libertad de expresar interés sexual hacia las mujeres y se verán perseguidos simplemente por el hecho de ser indeseables para la mujer en particular a la que tuvieron el infortunio de decirle que les atraía, violentándoseles de esta manera su presunción de inocencia. Peligroso es ampliar el significado de lo que es “Acoso”, más peligroso aún es generalizar a todo hombre como un potencial acosador, como cuando se crean vagones exclusivos o “espacios seguros” que generalizan a las mujeres como pobres víctimas y a los hombres como desgraciados victimarios de acoso sexual.

Puede que suene muy jurídica esta parte, pero como ya dije en un ensayo anterior, lo jurídico es lingüístico en tanto que los enunciados normativos que prescriben y ordenan la realidad social están amparados por la fuerza legítima del Estado de Derecho ‘democráticamente’ constituido. Simplificando, el derecho son ordenes, y las órdenes son enunciados lingüísticos. Por tal razón, si se pierde el significado de lo que es un delito, se le está dando el poder a alguien que determine arbitrariamente lo que significa la ley y se llegue a violentar a los inocentes por parte de quienes dicen: “Esto es un delito no porque la ley lo diga, sino porque a mí se me da la gana”.

Cuando se criminaliza la seducción, como cuando se implementa las políticas de “Consentimiento Activo”, como en ciertas Universidades de USA, hace que se pierda la espontaneidad en las relaciones entre los sexos por la paranoia que hay hacia una cultura de la violación que se olvida que los hombres tienen mayor peligro de morir linchados resultado de una falsa acusación sin pruebas en las que se les presume culpables a menos que demuestren su inocencia, de lo que teme una mujer por ser violada.

No ese tipo de contrato sexual, sino este https://www.youtube.com/watch?v=RLhH1axWiTI

No ese tipo de contrato sexual, sino este https://www.youtube.com/watch?v=RLhH1axWiTI

Si se pierde la espontaneidad del lenguaje, el lenguaje deja de ser natural y muere. El Lenguaje de la seducción puede morir cuando se desincentiva a que sus hablantes lo utilicen. El mismo lenguaje de la seducción que inspiró incontables canciones, poemas, y gran parte de la literatura conocida. Es por esto que si se quiere mantener un registro del lenguaje que es el que sirve para que hombres y mujeres creen relaciones entre sí más allá de las que terminarán siendo “políticamente correctas”, es necesario cambiar la forma en que entendemos el lenguaje y dejar de intentar mostrar como evidencia lo que es simple propaganda.

Bibliografía

Baudrillard, J. (1989). De la Seducción. Madrid: Cátedra.

Gray, J. (1992). Los Hombres son de Marte y las Mujeres de Venus. Rosario: Nueva Era.

Greene, R. (2001). El Arte de la Seducción. México: Océano.

Paglia, C. (2006). Sexual Personae. Madrid: Valdemar.

Stern, H. H. (1983). Fundamental Concepts of Language Teaching. New York: Oxford University Press.

[1] En la cinta La Sociedad de los Poetas Muertos el rebelde profesor Keating les pregunta a sus alumnos:

— El lenguaje fue desarrollado con un solo propósito ¿cuál es?

Neil, uno de los estudiantes responde:

— Para comunicarse.

El profesor lo mira cual si hubiera dicho una tontería y le responde

No… Para seducir a las mujeres!.

[2] El problema de la Campaña No es NoRmal del Grupo de Derecho y Género de la Facultad de Derecho de la Universidad de los Andes, no es afirmar o negar que hechos de “inequidad de género, sexismo y acoso sexual” ocurran o no en la Universidad. No.

El oponerse a la campaña de No es NoRmal es ir en contra de una campaña que representa una ideología que se plantea sospechosamente.

No es NoRmal que una campaña que supuestamente fue creada para abrir espacios de discusión sobre los acontecimientos de inequidad de género, sexismo y acoso sexual que ocurren en la Universidad de los Andes, necesite censurar la discusión de los puntos de vista que justificadamente se le contraponen, como sucedió cuando fueron retirados los carteles que la parodiaban.

[3] If all you have is a hammer, everything looks like a nail.

[4] Yes, it’s official, men are from Mars and women from Venus, and here’s the science to prove it http://www.telegraph.co.uk/women/womens-life/11087100/Yes-its-official-men-are-from-Mars-and-women-from-Venus-and-heres-the-science-to-prove-it.html (Todos los estudios son tomados del famoso Heartiste.wordpress.com)

[5] Male and Female: The Evolution of Human Sex Differences by David C. Geary reviewed by Kevin Macdonald http://www.csulb.edu/~kmacd/paper-gearyrev.html

[6] “Maps of neural circuitry showed that on average women’s brains were highly connected across the left and right hemispheres, in contrast to men’s brains, where the connections were typically stronger between the front and back regions.

Ragini Verma, a researcher at the University of Pennsylvania, said the greatest surprise was how much the findings supported old stereotypes, with men’s brains apparently wired more for perception and co-ordinated actions, and women’s for social skills and memory, making them better equipped for multitasking.”http://www.theguardian.com/science/2013/dec/02/men-women-brains-wired-differently

[7] En hjernevask – Brainwash – Lavado de Cerebro un documental de Haral Eia, Noruego, llamado “la Paradoja de la Igualdad de Género” en el que se muestra que en un experimento los bebés varones escogen carritos azules y las niñas escogen muñequitas rosadas. Esto contraría la repetida falacia argumentada por el feminazismo que dice que el desde niñas, el opresivo y omnipresente “patriarcado”, obliga a las mujeres a seguir un rol de género femenino y “opresivo”, cuando las evidencias en todos los casos muestran que la respuesta de que las mujeres escojan profesiones para mujeres que por lo general pagan menos –como la educación prescolar, la enfermería y cargos asistenciales–  está en los genes. Nature vs. Nurture. Episodio 1 – “La Paradoja de la Igualdad de Género”

[8] The Distance Between Mars and Venus: Measuring Global Sex Differences in Personality. Marco Del Giudice,Tom Booth, Paul Irwing. Published: January 04, 2012 http://www.plosone.org/article/info%3Adoi/10.1371/journal.pone.0029265

[9] Jinetes de teclado: personas que predican más de lo que practican y solo ven la paja en el ojo ajeno, además que se hacen muchas.

[10]Is This the Most Hated Man in the World? http://time.com/3578387/julien-blanc-feminism-real-social-dynamics/

[11] What the Harrassment Video Gets Wrong https://www.youtube.com/watch?v=T2NUk5AFImw

[12] artículo 29 de la Ley 1257 de 4 de diciembre de 2008: “El que en beneficio suyo o de un tercero y valiéndose de su superioridad manifiesta o relaciones de autoridad o de poder, edad, sexo, posición laboral, social, familiar o económica, acose, persiga, hostigue o asedie física o verbalmente, con fines sexuales no consentidos, a otra persona, incurrirá en prisión de uno (1) a tres (3) años”.

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El Lenguaje como Fenómeno Cultural Común a Todas las Ciencias Sociales e inseparable de las formas culturales

El lenguaje, entendido como una “[m]anera de expresarse” (Diccionario de la Real Academia de la Lengua Española – RAE), es un factor que según algunos expertos afecta la manera en la que interpretamos la realidad y por ende el cómo nos relacionamos con ella.

Desde la teoría de Sapir: “el lenguaje, el individuo, la sociedad y la cultura son estudiados en cercana asociación entre sí”[1] Sin embargo, esta teoría no afirma que el lenguaje se haya manifestado primero que los otros elementos de la sociedad; en realidad se consideran como elementos que se aportan mutuamente. Es decir, nuestras manifestaciones culturales, nuestras organizaciones sociales y nuestras creencias religiosas, y demás, son interdependientes. El lenguaje, como una herramienta y un elemento cultural, no está colonizado por una ciencia social, ni su estudio se resume a un solo campo. Las ciencias sociales parten del lenguaje, la lengua y la cultura, para entender los estudios sobre esas áreas, y orientar el desarrollo de cada una.

Como seres humanos, tenemos una naturaleza que nos incita a querer entender y analizar la realidad, por eso tenemos en gran estima a las ciencias tanto sociales como exactas, ya que es a través de ellas que comprendemos mejor el orden del mundo en el que vivimos. Utilizamos a las ciencias como otra manera de acercarnos e interactuar con la realidad, y en todas está presente algún tipo de lenguaje por el que podamos comunicar los descubrimientos realizados. Las ciencias sociales se acercan aún más al lenguaje porque lo toman como objeto de estudio además de usarlo como herramienta de comunicación.

Las ciencias sociales, como parte de un conjunto de ciencias que tiene un sujeto de estudio muy diferente al de cualquier otra. Mientras las ciencias naturales se encargan del estudio de los hechos empíricos; las ciencias sociales se encargan del estudio de las relaciones intangibles entre el individuo, el colectivo y el Estado. Es así que estas pretenden conocer las sociedades, el desarrollo y la evolución del ser humano, estudiar su mente, sus estructuras políticas, el desarrollo historiográfico y su lingüística.

En la sociología, la antropología, la psicología y la sociolingüística, más específicamente, se trabaja y se analiza la relación del lenguaje con los ámbitos socioculturales. En primer lugar, la sociología, en términos de Durkheim, los lenguajes pertenecen a “los Hechos Sociales”, los cuales “consisten en formas de obrar, pensar y sentir, exteriores al individuo y están dotados de un poder de coacción en virtud del cual se imponen”[2]. Por lo anterior, la “Función”[3], o la necesidad principal a la que responde el lenguaje, es la de facilitar la comunicación y la integración social entre los diversos individuos del género humano. Es así que de esta manera se afectan las relaciones entre los individuos, creándose lenguajes propios entre ellos que los acercan y crean lazos de ‘solidaridad’ basados en el intercambio de signos y códigos lingüísticos que se vuelven comunes y que, en el largo plazo, ayudan a conformar una ‘conciencia colectiva’ entre quienes comparten el mismo lenguaje. Entendida esta como la “totalidad de creencias y sentimientos comunes a la media de la sociedad que forma un determinado sistema dotado de vida propia”.

En segundo lugar, la antropología “ha reconocido que, hasta cierto punto, el lenguaje puede ser estudiado como un sistema auto-contenido y requiere una experticia en sí mismo. Pero el estudio del lenguaje, constantemente demanda una interpretación del significado socialmente determinado y, viceversa, el estudio de diferentes aspectos culturales requiere un entendimiento de los aspectos verbales de esa cultura”[4]. El mayor punto de convergencia entre la antropología y el lenguaje lo representa la Antropología Lingüística o el estudio de la relación entre el lenguaje y la cultura, teniendo en cuenta “las tres rúbricas de la raza, el lenguaje y la cultura”[5].

En tercer lugar, la sociolingüística es el estudio del lenguaje en relación con su entorno, lo que Haugen denominó “Ecología del Lenguaje”[6], partiendo del supuesto de que el discurso varía de acuerdo a las circunstancias sociales y que cada comunidad maneja un tipo diferente de discurso que modifica el sentido del mensaje.

Adicionalmente, en relación con el Derecho, el lenguaje en lugar de describir la realidad, prescribe cómo esta debe ser. Esto es porque el Derecho, en lugar de hacer una descripción causalista de la realidad (“El agua moja”), plantea establecer cómo “debe ser” ésta a través de un lenguaje normativo que es resultado de unos “acuerdos” o “convenciones” que imputan una consecuencia (“EL que mate a otro incurrirá en prisión de…”). Hans Kelsen en su libro Teoría Pura del Derecho, desde el positivismo jurídico pretendió solucionar el problema de la objetividad del Derecho al afirmar que este una “ciencia pura” que está inmaculada de las valoraciones de la moral y que el Derecho, entendido como sistema de Leyes de un Estado, como ciencia tiene como objeto de estudio las normas jurídicas y cómo estas regulan el comportamiento de las personas. Sin embargo esta afirmación de la objetividad del Derecho fue criticada por el mismo Pierre Bourdieu quien dentro de su noción de Campo Jurídico[7], considera que el Derecho no son solo las normas jurídicas del Estado y de sus Instituciones, sino que también se tiene que regir, estratégicamente, como si fuera un “campo de juego”, siendo este campo jurídico definido como este “lugar de luchas, pero de luchas que, incluso cuando tratan de transformar las reglas del derecho (…) tienen que producirse según las reglas “.

[1] Stern, H.H. 1983. Fundamental Concepts of Language Teaching. Oxford University Press : Oxford. p. 198

[2] Durkheim, Emile. Las reglas del Método Sociológico. Ediciones Orbis, 1895, pp. 38-39.

[3] Para Durkheim en De la División del Trabajo Social. Editorial Schapire, 1892, pp. 49, Función social es: (1) el sistema de movimientos vitales, con abstracción de sus consecuencias (como las funciones vitales de otros seres vivos); o (2) la relación de correspondencia entre estos movimientos y algunas necesidades del organismo.

[4] Stern, H.H. 1983. Ob. Cit. p. 201

[5] Stern, H.H. 1983. Ob. Cit. p. 195

[6] Stern, H.H. 1983. Ob. Cit. p. 223

[7] “El campo judicial es el espacio en el que y por el que se opera la transmutación de un conflicto directo entre las partes directamente interesadas en un debate jurídicamente reglado entre profesionales actuantes en representación de sus clientes” •            BOURDIEU, Pierre y Teubner, Gunther. Ediciones Uniandes,Instituto Pensar, Siglo del Hombre Editores. Año 2000 http://www.mediafire.com/download/bki2xo5y3yalv6w/BOURDIEU+TEUBNER+La+fuerza+del+derecho.pdf P. 185

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Lenguaje + Poder = Derecho

Sin poder detrás, el Derecho es solo palabras. Podría uno decir, que sin su elemento coercitivo, ¿el derecho no es más que un lenguaje? El formularse esta pregunta para intentar responder a la pregunta: ¿Qué es el Derecho?

Preguntarse por la ontología del Derecho es una cuestión problemática debido a que se tienen numerosos conceptos de lo que es. A menudo se tiene la idea que el Derecho no es más que una disciplina que obedece solo a las luchas del poder que se dan dentro de un Estado, si el Derecho es una ciencia autónoma dentro de las ciencias sociales o si el Derecho es esencialmente un lenguaje paralelo al lenguaje natural.

Para responder si el Derecho es o no una ciencia, es menester cuestionarse su cientificidad alrededor de cinco problemas: Problema del Método; Problema de la Objetividad; Problema de la Validez; Problema de la Universalidad; y Problema de los Resultados Posibles. A pesar de que este debate pueda parecer teórico, tiene repercusión en la forma cómo se institucionaliza el Derecho no solo en el sistema universitario, sino también en cómo se institucionaliza el entorno jurídico, político, económico y social.

La Pedagogía de idiomas se parece a la pedagogía del Derecho en que ambos se enfocan en la enseñanza de un idioma. Tanto en la enseñanza de un idioma como en la enseñanza del derecho se presenta una discrepancia entre la teoría y la práctica. Los Modelos de Enseñanza de Lengua Extranjera enunciados por Stern[i] comparten entre sí que todos parten del mismo marco teórico y entienden que la enseñanza de un lenguaje es una labor interdisciplinaria y social. Sus diferencias radicarían, para Stern, en que cada una hace énfasis en aspectos diferentes pero complementarios: “Mackey y Strevens incluyen y hacen énfasis en factores políticos y sociales; Campbell y Spolsky en la relación de la pedagogía con disciplinas más grandes; Mackey, Ingram y Strevens en el proceso enseñanza-aprendizaje”[ii].

Para este texto son de particular importancia las teorías de Strevens y Mackey, porque ambos tienen en cuenta las influencias sociolingüísticas y socioculturales del ambiente en la enseñanza de una lengua y cómo estos Métodos Interdisciplinarios y transversales a las ciencias sociales, que no se remiten solo al estudio de las lenguas, cómo se contraponen a un método positivista que asume la cientificidad del derecho como una ciencia en sí misma, sui generis, alejada de toda intromisión en especial de la “naturaleza y la moral”. Esta sería una gran diferencia entre Derecho y Lenguaje.

Adicionalmente, en relación con el Derecho, el lenguaje en lugar de describir la realidad, prescribe cómo esta debe ser. Esta es una de las Funciones del lenguaje que Wittgenstein le dio al lenguaje, al que denominó una “caja de herramientas”[iii]. Esto es porque el Derecho, en lugar de hacer una descripción causalista de la realidad (“El agua moja”), plantea establecer cómo “debe ser” ésta a través de un lenguaje normativo que es resultado de unos “acuerdos” o “convenciones” que imputan una consecuencia extracausal a un hecho (“EL que mate a otro incurrirá en prisión de…”).

Dado que el “El Derecho moderno se expresa, fundamentalmente, por medio de enunciados lingüísticos”[iv] de carácter prescriptivo, especialmente; presenta con esto también los problemas que son inherentes a todo lenguaje y que afectan su objetividad porque le dan más amplio margen a la interpretación subjetiva: la Ambigüedad y la polisemia del concepto y la vaguedad.

Hans Kelsen en su libro Teoría Pura del Derecho, desde el positivismo jurídico pretendió solucionar el problema de la objetividad del Derecho al afirmar que este una “ciencia pura” que está inmaculada de las valoraciones de la moral y que el Derecho, entendido como sistema de Leyes de un Estado, como ciencia tiene como objeto de estudio las normas jurídicas y cómo estas regulan el comportamiento de las personas. Sin embargo esta afirmación de la objetividad del Derecho fue criticada por el mismo Pierre Bourdieu quien dentro de su noción de Campo Jurídico[v], considera que el Derecho no son solo las normas jurídicas del Estado y de sus Instituciones, sino que también se tiene que regir, estratégicamente, como si fuera un “campo de juego”, siendo este campo jurídico definido como este “lugar de luchas, pero de luchas que, incluso cuando tratan de transformar las reglas del derecho (…) tienen que producirse según las reglas “.

El problema de la validez de los conocimientos del Derecho pretendió ser respondido también definitivamente por los positivistas del Derecho quienes pretendieron la validez del Derecho al definir su objeto como el estudio de las normas jurídicas y pretendían que una norma es válida, siempre que tuviera coherencia interna con las demás. Sin embargo esto ha sido criticado una vez más por Bourdieu quien estima que el criterio de la “validez” interna de una norma jurídica es algo abstracto y cae en una petición de principio por cuanto es el mismo sistema el que dota de validez a la norma, cayendo en una petición de principio.

Respecto del problema de la universalidad, ni siquiera los comparativistas del Derecho han podido encontrar un criterio que haga comparable satisfactoriamente normas sistemas jurídicos diferentes, debido a que una misma norma, en diferentes contextos puede tener funciones distintas. Por otro lado, antropólogos del Derecho consideran que este es universal por existir normas jurídicas que regulan las relaciones sociales en todas las culturas humanas, sin embargo, no hay acuerdo respecto de lo que se define como norma jurídica en diferentes culturas ancestrales ni las diferencias entre el derecho y la moral.

El debate sobre los resultados posibles, a veces pareciera estar resuelto negativamente en contra del Derecho porque este en lugar de sacar conclusiones que puedan llegar a ser descriptivas de la realidad, se encarga más bien de circunscribirse a enunciados normativos que son propios de la autoridad que legisla o juzga los casos y que por más objetivos que se tengan los criterios de interpretación, la comparación de casos análogos termina dependiendo enteramente de los intérpretes. Por otro lado, filósofos del Derecho como Ronald Dworkin en su libro Taking Rights Seriously, considera que es posible llegar a una respuesta correcta en Derecho y obtener reglas jurídicas de los casos que puedan ser aplicables a casos análogos e incluso dar lugar a la previsibilidad de resultados.

No se puede dar una respuesta definitiva a todos estos debates alrededor de la cientificidad del Derecho porque, como dice Kuhn, el que se defina a un conocimiento como científico o no, responde a diferentes “períodos de normalización” en los cuales predominan ciertas convenciones instituidas bajo paradigmas dominantes[vi] e incluirlas dentro de las mismas ciencias naturales no es posible para Giddens porque el objeto de estudio de las ciencias sociales puede ser “cambiado” por sus agentes y cómo la teoría social más que confirmarse empíricamente, se desarrolla en el “plano del discurso”

[i] Stern, H.H. 1983. Fundamental Concepts of Language Teaching. Oxford University Press : Oxford. p. 44

[ii] Stern, H.H. Ob. Cit. P. 43

[iii] Wittgenstein “El lenguaje se parece a una caja de herramientas, en la que las diferencias que cabe establecer entre estas depende del fin o la función para la que sirven.”. Cuatro Funciones del Lenguaje para Wittgenstein: Operativas: Vrg. Anticipan un cambio de la realidad.; Descriptivas: Vrg. Ciencias.; Expresivas: Vrg. Poemas.; y Directivas/Prescriptivas: Influyen en la Voluntad.

[iv] López Medina, Diego Eduardo. La letra y el espíritu de la ley: reflexiones pragmáticas sobre el lenguaje del derecho y sus métodos de interpretación. Bogotá: Universidad de los Andes, Facultad de Derecho, Ediciones Uniandes : Temis, 2008. P.1.

[v] “El campo judicial es el espacio en el que y por el que se opera la transmutación de un conflicto directo entre las partes directamente interesadas en un debate jurídicamente reglado entre profesionales actuantes en representación de sus clientes” •            BOURDIEU, Pierre y Teubner, Gunther. Ediciones Uniandes,Instituto Pensar, Siglo del Hombre Editores. Año 2000 http://www.mediafire.com/download/bki2xo5y3yalv6w/BOURDIEU+TEUBNER+La+fuerza+del+derecho.pdf P. 185

[vi] KUNH, Thomas. 1971. La estructura de las revoluciones científicas. México: Fondo de Cultura Económica, pp. 20-32 y 149-175. Citado por GUTIÉRREZ, Carlos B. 2004. No hay hechos, sólo interpretaciones. Bogotá: Uniandes, Facultad de Ciencias Sociales, Departamento de Filosofía, pp. 93-103.

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Tecnologías más que juguetes: Reseña sobre “Tecnologías y Subjetividades Juveniles” de Gabriel Medina

maxresdefault[1]Gabriel Alfonso Medina Carrasco, chileno de nacimiento, es Licenciado en Auditoría (1982-1985) de la Universidad de Concepción en Chile, cursó su Maestría en Ciencias Sociales en la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO-Sede México) y es Doctor en Ciencia Social con Especialidad en Sociología con la tesis “Producción de subjetividades juveniles. Dispositivos tecnológicos y globalización”, dirigida por Rossana Reguillo, quien también es compiladora del libro ‘Los Jóvenes en México’ (2010), donde se encuentra el capítulo que reseño en este texto: Tecnologías y subjetividades juveniles.

Tecnologías y subjetividades juveniles es uno de los catorce ensayos que componen el libro ‘Los Jóvenes en México’, el cual, –desde las reformas en la educación, las perspectivas laborales, las problemáticas al interior de los grupos étnicos, la violencia histórica de México, la sexualidad y el género, la afectividad, el cuerpo y las tecnologías de la información y las telecomunicaciones–, hace un análisis de los complejos cambios transformadores de la sociedad mexicana –y, como lo mostraré en esta reseña, de otras sociedades– a través de las particularidades y pluralidades de las juventudes.

Particularmente en el ensayo que se reseña aquí, Gabriel Medina, tomando como punto de partida el caso de Thomas Beatie y todos los debates que se generaron en torno a que un “hombre había dado a luz a una saludable bebé”, se propone “analizar tres niveles de la producción de conocimiento sobre la relación tecnologías-subjetividad-sexualidad en la condición juvenil” (pág. 155).

En el primer nivel, a partir de la “creciente masificación y expansión de los dispositivos tecnológicos en los variados planos de la vida juvenil” (pág. 156), Medina observa la aparición de nuevas formas de socialización. Este análisis es innovador porque no concibe las tecnologías exclusivamente desde una perspectiva del consumo en un mercado, sino que las ve en su “condición de extensiones y/o suplementos en la producción de significaciones en los procesos de apropiación juvenil”.

El creciente y generalizado uso de las TIC’s, Medina subtitula como “Cotidianidad Tecnológica”, da paso a entender que estas son usadas para la interacción y en la construcción de relaciones simbólicas entre los jóvenes y, no como se tiende a afirmar en la academia y los medios, “sobre los riesgos de ensimismamiento, dificultades para la comunicación y depresión que provocaría pasar largas horas frente al monitor” (p. 160).

Con esto, Medina plantea en el segundo nivel la noción de “Tecnologías como ‘dispositivo cultural’”, entendido este en contraposición a la noción de “tecnologías como ‘dispositivos de control’” que Medina le atribuye en su texto a Giorgio Agamben, quien ve en las tecnologías una forma de control de las subjetividades. Contrario a esto, Medina ve en el uso del celular, del internet y de las redes sociales, “dispositivos inscritos en la cotidianidad de la experiencia juvenil, es decir, como dispositivos que generan las condiciones de enunciación y producción de nuevas subjetividades” (pág. 161).

De este modo, Medina contradice la visión de Agamben que supone las TIC’s como ‘dispositivos de control’ en sentido foucaultiano, al afirmar, por el contrario, que las tecnologías “devienen dispositivos culturales en la medida en que las juventudes les atribuyen la capacidad de participar y asistir en sus propios procesos de alteración, transformación o reconfiguración de los sentidos que el sistema (el mundo adulto) asocia con sus prácticas, entorno, cuerpo y relaciones” (p. 165).

En un tercer nivel, para Gabriel Medina las tecnologías no solo han permitido en los jóvenes una resignificación de los símbolos que utilizan los jóvenes para desarrollarse entre sí como con el sistema, sino que también han significado un rompimiento frente al cine y otros dispositivos tecnológicos y culturales que han reproducido “las estructuras simbólicas de una sociedad que ha renovado las formas de vigilancia y reproducción del orden social en favor de un selecto y reducido grupo social, y que promueve crecientes procesos de exclusión y marginación de la gran mayoría considerada prescindible para el orden capitalista: mujeres, jóvenes, campesinos, indígenas y diversidad sexual” (p. 169).

Y es aquí donde radica mi crítica al capítulo de Medina: mientras que es cierto que las nuevas tecnologías son dispositivos culturales que han inaugurado una nueva socialidad, no solo en los jóvenes mexicanos, sino en todas las edades de todo el mundo posindustrial y globalizado; este desplazamiento de la intimidad, del placer y de la subjetividad mediada por las tecnologías y sus dispositivos hacia nuevas prácticas de la sexualidad y de construcción del sujeto, son erróneamente vistas como diversificantes y son, por el contrario, homogeneizantes.

Es sospechoso el optimismo que Medina tiene de los “dispositivos tecnológicos” para “trastocar los códigos que promueven las discursidades modernas de la sexualidad” (p.174) porque estos mismos dispositivos que tanto prometen, son los mismos que son promovidos por el “orden capitalista” que Medina critica por poner como prescindibles a las mujeres, jóvenes, campesinos y a las diversidades sexuales.

El ‘patriarcado cisgeneromachistacapitalista y opresor’ que tanto critican los feministas y los LGBTIBBQ’s, es el mismo sistema que permite la existencia de esos movimientos. La ‘milagrosa píldora’ que le permitió a las mujeres salir de la opresión de estar relegadas a su rol de madres y esposas, para poder ir a ser ‘oprimidas’ ‘liberadas’ en un trabajo en el que ella hace exactamente lo mismo que los hombres por un menor salario, si nos creemos el ‘mito de la brecha salarial’, no fue inventada por las feministas quemabrasieres del 68. Los avances médicos que le permiten a miles de personas nacidas en el género equivocado salirse del opresivo binarismo de los géneros hombre-mujer no fueron inventados, producidos ni comercializados por la comunidad LGBTI; avances gracias a los cuales un hombre que se cree que es toda una mujer, excepto en el físico, se pueda automutilar pueda ser intervenida quirúrgicamente por un profesional de la cirugía plástica que respeta la ética médica o a una mujer que se cree un que en realidad es un hombre, solo que necesita de hormonas para parecerse a uno y ser el prodigio de ser el “primer hombre en dar a luz a un saludable bebé”, como Tracy Lagordino, mejor conocidx como Thomas Beathie.

Los ‘códigos institucionales’ o ‘narrativas del sistema’ que  Medina dice se han desdibujado por la creciente conectividad y vivencia en el ciberespacio, como las “instituciones del mundo adulto: familia, escuela, Iglesia, medicina, política” (Medina, 2010), son reemplazadas, gracias a la creciente conectividad y vivencia en el sistema por otros ‘códigos institucionales’ o ‘narrativas del sistema’ que institucionalizan otras ‘instituciones del mundo adulto’: los feminismos y los movimientos LGBTIQPZIn’s, en particular.

Bibliografía

Medina, G. (2010). Tecnologías y subjetividades juveniles. En R. Reguillo, Los jóvenes en México (págs. 154-182). México: Conaculta/FCE.

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